Programa habitacional da Prefeitura de Goiânia retornou à Comissão de Constituição e Justiça após vereadores apresentarem 12 emendas em plenário; relator promete análise célere
O programa Morar no Centro retornou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para a relatoria do vereador Lucas Kitão (Mobiliza) após apresentação de 12 emendas no plenário da Câmara de Goiânia, nesta quarta-feira (17).
O vereador foi o responsável pela relatoria do projeto quando o texto foi apresentado pelo Paço Municipal e fundamental para destravar o projeto junto com o Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus) e a regulamentação da concessão de benefícios sociais, que estavam travados na Câmara de Goiânia.
O parlamentar foi responsável por um trâmite ágil dos textos e promete uma análise bastante minuciosa sobre os projetos, com agilidade na análise dos 12 trechos apresentados pelos vereadores Aava Santiago (PSB), Anselmo Pereira (MDB), Kátia Maria (PT) e Romário Policarpo (Cidadania).
Segundo o vereador, a postura dele será a mesma. “Vamos avaliar cada uma das emendas junto da nossa equipe jurídica e da procuradoria da Casa. A nossa intenção é avançar com o Morar no Centro na pauta antes do início do recesso legislativo”, diz o relator.
A base do programa Morar no Centro foi o texto aprovado na CCJ no início de maio, com bastante agilidade. O parlamentar foi designado para avaliar o projeto, após mais de um mês travado na Comissão.
Programa Morar no Centro
Conforme o relator, o projeto é um compromisso de campanha do prefeito, Sandro Mabel (União Brasil), que foi apresentado pelo Paço Municipal, após a modificação do antigo Centraliza, que foi retirado da pauta pela última gestão.
O texto não teve alterações em seu relatório e foi considerado constitucional pelo vereador, que reiterou que a proposta é sustentada pelo fomento à ocupação habitacional e ao desenvolvimento urbano da Capital, mediante implementação de benefícios fiscais, incentivos urbanísticos e instrumentos de estímulo à reabilitação de imóveis.
O projeto prevê um subsídio de até R$ 700 por imóvel de acordo com o tamanho, além de isenção temporária do IPTU durante a permanência no programa, priorização de imóveis fechados há mais de 12 meses, determinação de número mínimo de moradores por habitação via decreto, com prioridade para mulheres responsáveis pela unidade familiar, idosos e pessoas com deficiência (PcD).
“O programa já está previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA), com subsídio. Está tudo muito bem organizado pela prefeitura de Goiânia”, defendeu o relator durante a discussão do projeto.
Kitão reitera que esse passo precisa ser dado porque a iniciativa levará a população para repovoar o Centro e isso beneficiará diretamente a região. Primeiro as pessoas vão morar, os restaurantes, supermercados, ferragistas, e vários outros comércios precisarão ser instalados, assim como novas escolas e unidades de Saúde.
“É o primeiro passo para dar vida ao Centro. Os próximos passos vamos construir junto à prefeitura dessa forma, com a pedestrianização, valorização dos imóveis de quem queira limpar a fachada nas áreas do ArtDeco e muito mais”, defendeu Kitão.
Após a designação do relator do projeto, o Morar no Centro segue em tramitação no plenário, para primeira discussão e votação e, ainda, precisará passar pela comissão temática.
EMENDAS APRESENTADAS [BOX]
Kátia Maria (PT)
Aava Santiago (PSB)
Romário Policarpo e Anselmo Pereira
Anselmo Pereira (MDB)