Recente invasão de residência por veículo do transporte escolar desgovernado no município gera propostas de sistema público de manutenção e compras destinado a aumentar segurança e conforto de veículos para traslado de estudantes do ensino fundamental
A colisão de um ônibus da frota de transporte escolar da prefeitura de Senador Canedo contra o muro de uma residência na cidade, ocorrido no último dia 10, reacendeu os debates em torno do nível de segurança desses veículos. O ônibus, que não tinha passageiros no momento do acidente, teria perdido os freios. O episódio não é isolado. Pais de alunos usuários do sistema relataram outro caso semelhante de veículo escolar que perdeu os freios, mas na ocasião, tinha alunos em seu interior.
Crítico da política de administração da frota municipal de transporte escolar de Senador Canedo, o empresário Samuel Carvalho, candidato a deputado estadual pelo Republicanos, tem feito sugestões e apresentado propostas sobre o tema. O postulante a uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) ficou famoso nas redes sociais ao mostrar como montar uma frota de ônibus a partir da reforma de veículos adquiridos em leilão.
A partir dessa experiencia, Samuel Carvalho tem defendido o que ele chama de “Programa Goiás Escolar Seguro”. Trata-se de uma proposta de padronização do transporte público escolar nos municípios goianos, por meio da criação de um padrão estadual mínimo de qualidade. “Esse programa se estruturaria com a exigência legal de um procedimento padrão de reformas, com a inclusão de equipamentos como elevadores PCD (para portadores de deficiência), GPS, sensores de rastreamento e indicadores de desgaste”, descreve.
Samuel também defende marcos legais, por meio de um programa específico de licitações ou mecanismos de tomadas de preço, por meio do estabelecimento de uma rede credenciada de oficinas que abrangeria todo o estado. “Seria possível à nível estadual, estruturar um verdadeiro mercado de compras governamentais de peças de reposição com compra direta, com exigência de economia, por exemplo, de 40% em comparação com aquisições de mercado tradicionais”, sugere.
Para Samuel, o “Programa Goiás Escolar Seguro” teria seu arcabouço de funcionamento fechado por meio de um consórcio de verbas impositivas, destinado à aquisição de novos veículos. “Essas verbas poderiam ser usadas, inclusive, para a montagem de uma frota de veículos híbridos ou elétricos, com mecanismos compensatórios e um sistema de selos para os municípios que aderissem”, complementa o candidato.
Samuel salienta, por fim, que um programa estruturado com essas iniciativas iria significar a superação das dificuldades enfrentadas por pais e alunos, sobretudo, da rede de transporte escolar nas cidades goianas. “Precisamos olhar com carinho para essa modalidade de transporte, porque ela é responsável pelo traslado das crianças no início de sua vida escolar. Elas merecem nossa dedicação, para que seu traslado para a escola seja feito com um mínimo de conforto e dignidade”, frisa o empresário.