Oito em cada 10 goianos não praticam atividades físicas regularmente

4 de julho de 2026 às 08:05

Em ano de Copa do Mundo, quando o futebol mobiliza milhões de brasileiros e reforça a importância do esporte para a saúde e a integração social, Goiás ainda enfrenta um desafio fora dos campos: a pouca adesão à prática de atividades físicas. De acordo com dados do Inquérito de Fatores de Risco e Proteção para Doenças e Agravos Não Transmissíveis no Estado de Goiás (Vigitel Goiás 2023), apenas 20% da população goiana com mais de 20 anos pratica pelo menos 150 minutos de atividade física por semana.
Esse tempo semanal de atividade física praticada pelos goianos é o mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso significa que 8 em cada 10 goianos não atingem a recomendação ideal de atividade física, bem abaixo da média nacional, que é de 37,9%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A disponibilidade de parques, praças e equipamentos públicos influencia diretamente nesses índices. Estudos nacionais também revelam que a qualidade e a distribuição desses espaços são desiguais, deixando milhares de pessoas sem acesso a locais seguros e estruturados para caminhadas, corridas e exercícios ao ar livre.
Embora cidades como Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia possuam parques urbanos consolidados, grande parte da população ainda reside distante desses equipamentos. Em Anápolis, por exemplo, levantamento realizado em parques urbanos identificou que apenas uma parcela da população, 25%, vive próxima a esses espaços, evidenciando a necessidade de ampliar a oferta de áreas públicas destinadas ao esporte e ao lazer.
Carência de mais áreas
Para o empresário e pré-candidato a deputado estadual Felipe Mabel (Podemos), investir em espaços públicos voltados à atividade física deve ser tratado como política de saúde preventiva. Segundo ele, é preciso modernizar praças já existentes, ampliar academias ao ar livre, construir pistas de caminhada e ciclovias, além de levar infraestrutura esportiva para bairros afastados e municípios de pequeno porte.
“Quando o Estado investe em esporte e lazer, investe também em saúde, segurança e qualidade de vida. Precisamos criar programas permanentes de revitalização das áreas públicas e garantir que todos os goianos tenham acesso a espaços adequados para a prática de atividades físicas”, defende Felipe Mabel.
A proposta defendida pelo pré-candidato inclui a criação de programas estaduais de incentivo ao esporte comunitário, parcerias com prefeituras para revitalização de parques e praças e a destinação de recursos específicos para implantação de novos espaços esportivos em todas as regiões de Goiás. Ele defende que cidades com mais áreas públicas destinadas ao lazer apresentam melhores indicadores de bem-estar e maior adesão da população à prática regular de exercícios físicos.
Felipe reforça a defesa de políticas públicas estaduais voltadas à criação e revitalização de praças esportivas, ciclovias, pistas de caminhada e academias ao ar livre em todas as regiões de Goiás. “Apesar de Goiânia concentrar a maior quantidade de parques e áreas verdes do Estado, a realidade da maior parte dos municípios goianos ainda é marcada pela escassez de espaços públicos adequados para a prática de atividades físicas, especialmente em bairros periféricos e cidades de pequeno porte.”