Há mais de 30 anos, o GAPPO oferece cuidado, acolhimento e dignidade por meio dos cuidados paliativos, sendo referência em assistência humanizada e gratuita em Goiás
Criado em 1993, o Grupo de Apoio Paliativo ao Paciente Oncológico (GAPPO), inicialmente chamado de “Grupo da Dor”, nasceu da preocupação de profissionais e voluntários com pacientes sem possibilidade de cura que retornavam para casa enfrentando intensos sintomas e necessidade de cuidados contínuos. Posteriormente, foi estruturado por uma equipe multiprofissional e coordenado pelo Núcleo de Assistência Social, o GAPPO tornou-se o primeiro do Estado de Goiás a abraçar essa missão, classificando-se entre os 6 melhores na Premiação da Varig Brasil de 2001 e o melhor na categoria adulto.
Celebrando 33 anos de história, o GAPPO conta hoje com uma equipe multiprofissional em expansão formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistente social, nutricionista, técnicos em enfermagem, psicólogos, assistente espiritual, voluntários e motoristas. Ao oferecer serviços gratuitos como assistência hospitalar por parecerista, assistência ambulatorial, domiciliar e atendimento por telessaúde, o GAPPO beneficia diretamente os pacientes, proporcionando qualidade de vida e alívio de sintomas, mesmo em casos de doenças avançadas ou fora de possibilidades de cura.
De acordo com a supervisora e fisioterapeuta do GAPPO, Arethuzza Alves Moreira, somente em 2025 o grupo realizou 12.913 atendimentos. Desse total, 97,4% dos pacientes foram admitidos em estágio avançado da doença e com alta limitação funcional, reforçando a importância do acolhimento, do apoio e do cuidado oferecidos pela equipe também às famílias.
Ainda de acordo com Arethuzza Alves Moreira, o grupo reafirma seu compromisso com a missão que o inspirou desde o início: “Mais do que tratar doenças, a missão do GAPPO está em acolher, escutar e garantir dignidade, respeito e suporte contínuo, proporcionando uma assistência centrada na pessoa e em suas necessidades individuais”.
O médico paliativista do grupo, Dr. Victor Hugo da Veiga Jardim, complementa: “Cuidar de pessoas e reduzir o sofrimento humano é uma arte. Uma arte difícil, mas ainda assim uma arte. Não podemos nos acostumar com o sofrimento do próximo e, no GAPPO, há pessoas que se recusam a se acostumar com esse sofrimento”.
Maria Adelair de Sousa é paciente paliativa desde junho de 2014, sendo assistida pelo GAPPO desde então. De acordo com seu esposo, Washington Ferraz, as ações são de extrema importância para eles. “Esse trabalho é maravilhoso. Somos atendidos com muito carinho. O serviço social se preocupa de verdade em ajudar a família e o paciente. Sempre que procuramos informações ou apoio médico somos muito bem atendidos”, finaliza.
Ao longo de mais de três décadas de atuação, o GAPPO consolida sua trajetória como referência em cuidados paliativos em Goiás, unindo assistência especializada, acolhimento e compromisso com a dignidade humana. Com uma equipe multiprofissional dedicada e serviços gratuitos que alcançam milhares de pacientes e familiares, o grupo segue oferecendo cuidado integral, conforto e qualidade de vida, reafirmando a importância dos cuidados paliativos como expressão de respeito, empatia e valorização da vida em todas as suas etapas.