Goiânia pode ganhar Parque Zoobotânico aos moldes de Instituto Inhotim, de Minas Gerais

Projeto pode ser viabilizado por meio de parceria entre o poder público e o setor privado na implementação do Parque Metropolitano

14 de março de 2026 às 17:55

Goiânia pode receber um Parque Zoobotânico entre o Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco e o Anel Viário aos moldes do Instituto Inhotim, que fica localizado em Brumadinho (MG) e é considerado o maior museu a céu aberto do mundo, com mais de 4 mil espécies em cultivo no jardim botânico.

O projeto inicial é que o Parque Zoobotânico de Goiânia seja criado e mantido através de uma Parceria Público-Privada (PPP), contemplando um remanescente de mata para preservação na região, com monitoramento e visitação controlada, servindo também como uma proteção reforçada para a área do Parque Altamiro de Moura Pacheco.

Durante esta semana, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, representantes do Conselho Municipal de Política Urbana (Compur) e lideranças do Fórum Goiano da Habitação (FGH) fizeram uma visita técnica ao Instituto Inhotim para conhecer melhor a história e estrutura do parque. A presidente do Conselho, Ana Carolina Nunes, também estava acompanhada dos presidentes do Sindicato das Imobiliárias, Shoppings e Flats do Estado de Goiás (Secovi Goiás), Antônio Carlos da Costa; da Associação dos Desenvolvedores Urbanos de Goiás (ADU-GO), João Victor Araújo; e do Sinduscon-GO, Hidebrair de Freitas. 

A proposta trabalhada é de inserção do Parque Zoobotânico no projeto do Parque Metropolitano de Goiânia, como um dos atrativos do local. Um museu de tombamento também é pensado para o Parque, através de parcerias com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).  Para além da importância ambiental e cultural muito presentes em Inhotim, Antônio Carlos da Costa, presidente do Secovi Goiás, pontua que a área também virou uma grande oportunidade de negócio, com 350 mil visitantes em 2025 e alcance internacional. Sendo implementado em Goiânia, o projeto possibilitaria o crescimento do turismo na capital.

Para o presidente da ADU-GO, João Victor Araújo, a proposta representa uma oportunidade estratégica para o planejamento urbano da capital. “Goiânia tem uma oportunidade rara de unir preservação ambiental, cultura e desenvolvimento urbano em um único projeto. Um parque zoobotânico integrado ao Parque Metropolitano cria um novo vetor de valorização para a cidade, ao mesmo tempo em que fortalece a agenda ambiental e educativa da capital.”

A principal diferença entre o Parque Zoobotânico e o Parque Zoológico de Goiânia está na tecnologia: na nova atração da capital, mecanismos virtuais seriam utilizados, possibilitando o conhecimento sobre diferentes faunas e biomas dispostos pelo mundo. Assim, o ambiente teria um forte viés educacional e de relevância para o trabalho ambiental, resgatando ideias do jornalista Washington Novaes e do ex-senador Mauro Moraes.

No local, ainda haveria um espaço para eventos de pequena proporção ao ar livre, com atividades lúdicas e culturais integradas ao meio ambiente, como apresentações de orquestras sinfônicas, além da possibilidade de espaços para galerias de arte, com foco em exposição de artistas goianos e de outras partes do Brasil, e um museu para abrigar materiais salvados em prospeção arqueológica.

Integrantes da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano (Seplan), da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços (Sedicas) e o vereador Anselmo Pereira também estavam na comitiva da visita técnica.