Manoela Barbosa participou do evento “Movimente”, promovido pelo Sebrae. Em primeira mão, contou que projeto vai atender comunidades ribeirinhas no segundo semestre de 2025
Manoela Barbosa, pesquisadora e gestora de projetos responsável pelo “Maria da Penha nas Escolas” se encontrou, nesta terça-feira (3/3) com Maria da Penha, em Brasília e anunciou, em primeira mão, que o projeto idealizado em Goiás vai atender comunidades ribeirinhas do país no segundo semestre de 2026. O encontro ocorreu no evento “Movimente”, realizado pelo Sebrae em parceria com a Secretaria de Projetos Especiais da Assembleia Legislativa de Goiás. O evento antecede a caravana de 2026, que vai percorrer 12 municípios goianos e distribuir mais de 20 mil exemplares, entre crianças e mulheres da agricultura familiar.
Lançado em 2016, e idealizado pela Manoela Barbosa, o projeto utiliza literatura infantil em quadrinhos para conscientizar crianças e já distribuiu mais de 45 mil exemplares em 65 cidades de cinco estados brasileiros. O livro que tem como público crianças a partir de 10 anos traz a história da farmacêutica cearense que deu nome à Lei e se tornou símbolo na luta contra a violência. Além da versão colorida para alunos e profissionais de Educação, o projeto conta com uma versão do livro em tamanho ampliado e braille para pessoas com deficiência visual. Em 2026, o projeto é realizado com recursos do Programa Goyazes do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e patrocínio da Equatorial Energia. Para o transporte da equipe, conta com apoio da Viação Carvalho.
Esta não é a primeira vez que Manoela e Maria da Penha se encontram, mas a professora se emociona sempre. “Foi mais um encontro incrível. Não foi a primeira vez. Ela já conhece o nosso projeto desde o lançamento institucional em 2022. Em 2024, acompanhou o lançamento da segunda edição e nos encontramos em Fortaleza, Ceará, a convite dela no evento promovido por seu instituto e articulando a rede nacional de enfrentamento a violência doméstica contra a mulher. Temos uma relação de reconhecimento, impulsionamento, orientação e caminhos possíveis para alcançar cada vez mais territórios e viabilidades de financiamento, assim, alcançando escolas em mais e mais lugares”, completou.
A pesquisadora foi convidada para participar do evento Movimente do Sebrae em uma programação que contempla os estados do Centro Oeste e o fortalecimento da participação das mulheres no empreendedorismo. Ela estava na plateia, durante o Painel promovido Sebrae Goiás, com a participação de mais de 50 municípios goianos, quando foi mencionada e aplaudida. A palestra era comandada pela Cristina Lopes, secretária da Procuradoria da Mulher da Alego e por Vera Lúcia Oliveira, gestora do Programa DELAS, do Sebrae Goiás, com a participação da vice-prefeita de Goiânia, Cel Cláudia, e de outras mulheres representantes das procuradorias das mulheres de municípios goianos.
“Fui reconhecida por várias mulheres e destacada pela Cel Cláudia em sua fala. Ela citou o projeto Maria da Penha nas escolas e parabenizou o mesmo publicamente, incentivando os municípios a nos conhecerem e participarem das nossas ações. Fizemos uma foto juntas e fomos aplaudidas pelas mulheres, fortalecendo a nossa visibilidade, alcance e ampliando a rede de relacionamento com outros municípios que nos procuraram”, acrescentou.
Comunidades ribeirinhas serão atendidas no segundo semestre
“Já havia comunicado anteriormente a equipe da Maria da Penha para dizer sobre o lançamento da nossa caravana lançada nesta segunda-feira na Federação Goiana dos Municípios, em Goiânia. Como o evento do Sebrae tomou conta da agenda e preparativos dela e do Instituto, tivemos dificuldades em tempo hábil para conversar. Estar em Brasília a convite do Sebrae e saber da participação dela foi um impulso a mais para participar. Um reencontro, uma oportunidade de poder falar pessoalmente com ela, sentir a sua força, receber o seu carinho, entusiasmo e apoio a tudo o que fazemos. Anunciei nossa circulação de março e contamos também sobre as expectativas de realização para circulação nacional no segundo semestre, incluindo comunidades rurais e ribeirinhas no Norte do Brasil.”
O início do projeto e o acolhimento
Quando lançou o projeto e livro, Manoela fez uma carta a mão, onde contei a minha história e disse sobre as motivações que estava construindo inspiradas na história pública da vida dela. Junto enviou o livro colorido e em versão braille. “Agradeci a oportunidade, pedi licença a tudo isso e ainda, perguntei como ela se sentia representada ali, pois gostaria que ela se sentisse respeitada, acima de tudo, em texto e imagens. Não precisamos de autorização por se tratar de uma história pública e de uma legislação nacional. Mas independente disso, eu quis saber, pessoalmente, a opinião dela e como ela se sentia. A resposta dela veio através de uma ligação de 30 minutos, no dia seguinte ao nosso lançamento em 2022. Desde então, mantemos contato institucional e nos abraçamos, fortalecendo o nosso trabalho, com a torcida, vibração e reconhecimento dela da importância do que estamos fazendo. Mais uma vez, o que ela diz é: me sinto honrada, as ilustrações, a história, o material, o conteúdo, a linguagem, tudo é incrível e deve chegar em mais escolas, falando com meninas e meninos”, finaliza.



