A saída de Pedro do BBB26 após suposta tentativa de beijar Jordana sem consentimento gerou grande repercussão nas redes sociais e debates sobre limites pessoais e responsabilidades dentro do confinamento
A desistência do participante Pedro que deixou o programa Big Brother Brasil 2026 depois de se envolver em uma situação de desconforto com a participante Jordana dentro da casa desencadeou uma grande polêmica. Pedro teria tentado beijar sem consentimento a colega do reality show e desistiu de continuar na disputa. A situação se transformou em um dos assuntos mais comentados nas redes sociais e portais de notícias da área de entretenimento.
Jordana relatou aos colegas do programa que Pedro a teria levado até a despensa da casa e teria tentado agarrá-la à força pelo pescoço para tentar beijá-la. Ao confrontar Pedro, o mesmo teria respondido que teria agido por vontade própria. Outros dois participantes chegaram a pedir à Jordana que denunciasse o fato à produção do Big Brother Brasil 2026, mas Pedro resolveu deixar o reality antes mesmo do registro da denúncia. O caso repercutiu entre os participantes e alguns colegas prestaram apoio à Jordana.
A advogada criminalista Isadora Costa explica que, do ponto de vista jurídico, a denúncia feita por Jordana pode ser classificada como importunação sexual e abrange condutas de cunho sexual praticadas sem o consentimento da vítima. “A presença de violência física, como o ato de segurá-la pelo pescoço, contudo, pode alterar o enquadramento jurídico e caracterizar estupro, neste caso na forma tentada, razão pela qual é indispensável uma apuração cuidadosa dos fatos”, pontua.
Isadora Costa diz que trata-se de caso grave de violência contra a mulher, que demanda apuração rigorosa pelas autoridades competentes. “É importante ressaltar qeu tanto o crime de estupro quanto o de importunação sexual são de ação penal pública incondicionada, não sendo exigida a representação da vítima. Assim, havendo imagens e ciência da ocorrência do fato, é plenamente possível a instauração imediata das investigações pelos órgãos responsáveis”, salienta.
Segundo a advogada, a vítima relatou ter sido agarrada pelo pescoço pelo suposto autor, circunstância que, inclusive, pode ser verificada nas imagens que circulam nas redes sociais, reforçando a necessidade de apuração cuidadosa pela Polícia Civil para a correta tipificação penal. “Mesmo em um local amplamente conhecido pela existência de câmeras de vigilância, houve o cometimento de um fato dessa gravidade, o que evidencia que a violência contra a mulher pode ocorrer em qualquer ambiente, contra qualquer mulher, independentemente de sua conduta”, sublinha.
Para a criminalista, a reflexão também deve servir para encorajar as vítimas a compreenderem que não são culpadas e que a denúncia é um instrumento essencial de responsabilização. “É fundamental que haja consciência de que excessos de conduta podem gerar responsabilização criminal, independentemente do contexto em que ocorram”, observa.
A produção do Big Brother Brasil 2026 manifestou, em comunicado, que acompanha de forma rigorosa qualquer situação que envolva limites pessoais e respeito entre os participantes, reforçando que o bem-estar físico e emocional dos confinados é prioridade. A participante Jordana permanece no jogo.