Alego deve ‘envelhecer’ nas eleições deste ano

10 de setembro de 2026 às 14:15

Média de idade de candidatos é maior que a verificada em 2022; candidaturas mais jovens encolhem quase 9%, enquanto eleitorado 60+ aumentou em mais de 20%

A média de idade dos candidatos a deputado estadual de Goiás aumentou em relação às últimas eleições. De acordo com números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o índice foi de 42,7 anos em 2022 para 49,1 anos em 2026. E mais: o número de candidatos entre 21 e 44 anos também caiu no estado: foi de 42,7% na última disputa por vagas na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para 34% este ano.

Fatores como engessamento de estrutura partidária, tendência conservadora na obtenção de recursos de campanha, reação a eventos de âmbito tanto nacional quanto externo com a consequente preferência por fatores de estabilidade por parte de um eleitor já numericamente envelhecido parecem todos jogar contra os nomes que trazem a inovação como um de seus motes de campanha.

Entretanto, para um dos principais nomes ligados ao discurso de necessidade de renovação na Alego, os dados não retiram legitimidade da defesa de uma oxigenação do mundo político. Para o candidato a deputado estadual Felipe Mabel (Podemos), a própria configuração da agenda econômica e sociopolítica em Goiás e no Brasil apontam para a necessidade de mudanças que apenas candidaturas jovens podem oferecer.

Felipe fala com uma propriedade que os números mais recentes em pesquisas eleitorais indicam. Nas duas últimas pesquisas Igape/Rercord News, ele está posicionado como o novato melhor colocado entre os postulantes à Alego.

“Acredito que o desejo de estabilidade diante das incertezas que marcam os destinos do nosso país atualmente favorecem a defesa da renovação na política em vez de prejudicarem. Veja o exemplo de Goiás, que tem demonstrado sua preferência por um governador como Daniel Vilela, um jovem que representa a continuidade dos inegáveis avanços que Goiás conquistou recentemente no controle das contas públicas, com a estabilidade econômica e com as melhorias na Segurança Pública. O desejo de estabilidade não é necessariamente oposto à necessidade de renovação”, analisa Mabel.

Equilíbrio

Para o candidato, que também é empresário do ramo da indústria de alimentos em Aparecida de Goiânia, um dos principais eixos que definem esse equilíbrio entre desejo de estabilidade e necessidade de renovação na política é o econômico.

“As mudanças que estamos enfrentando com a revolução digital e as transformações no mercado de trabalho transformam o empreendedorismo em uma das ferramentas mais formidáveis de promoção do desenvolvimento. Não há forma de se falar em um futuro de maior estabilidade nesse setor sem um programa de ações que tenha a inovação como um ato constante”, salienta.

Em relação aos fatores mais nitidamente políticos ligados a um envelhecimento, tanto na média dos candidatos ao Legislativo Estadual quanto junto ao eleitorado, Mabel acredita em uma necessidade de discurso ainda mais veemente pela renovação.

“Eu posiciono esse aumento de média de idade nessas duas frentes a um certo desencanto com a política, que vem da população jovem. Mas o eleitorado com menos idade necessita se conscientizar de que só conseguiremos garantir um futuro melhor se, como jovens, ocuparmos os espaços de poder. Continuidade significa deixar as coisas como estão. E duvido que os eleitores jovens concordem com essa manutenção do status atual”, salienta Mabel.