Academias de condomínio se consolidam como tendência na Região Metropolitana

26 de agosto de 2026 às 14:06

Grande Goiânia tem potencial para abrigar até 2,4 mil estabelecimentos, com mercado consumidor que pode sustentar verdadeiro ecossistema de novos negócios

Os condomínios fechados experimentam uma fase de crescimento explosivo na Região Metropolitana de Goiânia. De acordo com dados do Censo Demográfico do IBGE, foi um aumento de mais de 124%: foi de 25.233 para 56.668 moradores em condomínios horizontais em 10 anos. Uma tendência que acompanhou essa expansão foi o crescimento das academias instaladas nesse gênero de moradia.

Segundo levantamento realizado pela Consultoria Apsa, 9 em cada 10 condomínios horizontais de Goiânia contam com academia. O mesmo estudo aponta que a presença desse equipamento na planta valoriza o empreendimento em até 20%. A estimativa é de que a RMG tenha potencial para abrigar entre 2 mil e 2,4 mil academias condominiais.

Para profissionais da área, essa perspectiva de crescimento de mercado significa a abertura de uma frente de oportunidades para empreender. A avaliação é do educador físico, fisioterapeuta, empresário e candidato a deputado estadual Felipe Mabel (Podemos). Para o postulante a uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), trata-se de uma chance rara para que educadores físicos possam montar o próprio negócio com chances reais de prosperar.

“Existe todo um ecossistema de oportunidades de empreender nessa área. O mais interessante é que esse mercado não está restrito aos educadores físicos”, avalia Mabel. O empresário cita, inicialmente, o que pode ser explorado na atividade-fim. “Educadores físicos podem atuar na gestão e terceirização de espaços. Imagino uma cooperativa de profissionais dedicada, por exemplo, ao fornecimento de personal trainers e instrutores fixos para academias de condomínio, além de professores de aulas coletivas e lutas”, descreve.

Outra frente citada por Felipe Mabel é a da manutenção preventiva e corretiva de equipamentos. “Você tem outro tipo de empresa aí, formada por profissionais de assistência técnica especializada em procedimentos com o objetivo de evitar o desgaste prematuro dos equipamentos e a substituição deles quando a vida útil do antigo terminar”, aponta.

A área de layout e fornecimento de aparelhos novos é outra frente, que pode arregimentar outra gama de profissionais. “São arquitetos de interiores e consultores que podem trabalhar com essa novidade, representada por uma nova geração de aparelhos mais compactos, adaptados justamente para as condições de espaço reduzido das academias condominiais, que são menores, por exemplo, que as unidades de rede”, avalia.

De aplicativos a snacks fit

Outro ramo é o da produção de aplicativos para controle de acesso e estruturação de atividades. “Há certamente uma demanda por serviços de produção de tecnologia de reconhecimento facial, programas de rotinas de treinamentos, agendamento de treinos em horários alternativos ou para marcar aulas. A imaginação é o limite”, pontua.

No campo da saúde e bem-estar existem outras oportunidades. “Equipes de nutricionistas, nutrólogos e fisioterapeutas podem estruturar pacotes a preços mais acessíveis para os moradores, com ganhos de escala que geram benefícios para ambos os lados. Lanchonetes e estações de autoatendimento automatizado podem comercializar linhas de produtos alimentícios fit, de suplementos a snacks”, vislumbra.

Mabel destaca o potencial do associativismo para transformar trabalhadores em membros de mecanismos cooperativos de gestão e atuação. “A partir do momento em que três ou mais profissionais de diferentes áreas se unem e montam um negócio para prestarem esse tipo de serviços, você já tem um mecanismo formidável de geração de renda. É assim que uma sociedade gera bem-estar: quando a produtividade e o trabalho com qualidade e foco em resultado se transforma em ferramenta de melhoria na qualidade de vida”, conclui.