Candidato a deputado estadual defende transformação de espaços de pequenos negócios itinerantes em modelos para manter renda dentro do bairro e da cidade
Mais que espaços tradicionais de circulação de mercadorias, as feiras livres se constituíram em verdadeiros nichos de empreendedorismo em Goiânia. De acordo com dados da Prefeitura de Goiânia, existem 122 feiras livres cadastradas na capital. Já a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) calcula em cerca de 200 o número de iniciativas. A maior delas, a Feira Hippie, impressiona pelas dimensões: de acordo com sua Associação de Feirantes, a iniciativa conta com 6.884 proprietários de barracas, que movimentam um total de R$ 15 milhões por mês.
Já em Aparecida de Goiânia, os dados da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano do município dão conta da existência de 69 feiras livres na cidade e em mais de 5 mil o número de barracas ativas. Em Senador Canedo, o representante da Associação de Feirantes do município afirmou existirem 700 indivíduos atuando nesse tipo de atividade comercial.
Para o candidato a deputado estadual Felipe Mabel (Podemos), as feiras livres possuem um papel contemporâneo de vital importância para a economia dos municípios. O candidato se destaca no cenário da disputa eleitoral deste ano por fazer do apoio ao empreendedorismo sua principal bandeira de campanha. “Em minhas viagens pelo estado, tenho percorrido constantemente as feiras livres. E posso afirmar com toda a certeza: elas são uma valiosa engrenagem de dinamismo para as economias locais dos municípios”, afirma.
O empresário defende, por isso, a adoção de programas especialmente voltados para transformar os feirantes em microempreendedores por meio de programas de formação em capacidade gestora especialmente voltados para eles. “É um ramo que tem suas regras próprias de precificação, logística, deslocamento, adaptação a intempéries, como períodos de chuva e estiagem, adaptação a fluxo de trânsito, logradouros preferenciais. Todos esses aspectos pedem políticas públicas e iniciativas na forma de projetos de leis”, salienta.
Mabel defende, ainda, a ampliação das feiras livres, já amadurecidas em espaços de modelos de pequenos negócios, para outras cidades goianas. “A Região Metropolitana já nos ofereceu o modelo, que ela desenvolveu espontaneamente. Nelas, depois de comprar seu produto artesanal ou seus legumes produzidos localmente, você toma seu chope gelado e experimenta aquele petisco que só naquela feira você encontra. É toda uma cadeia de geração de renda que precisa de apoio para se desenvolver e gerar prosperidade. É uma aula de como desenvolver uma economia local, mantendo a geração de renda dentro da própria cidade”, conclui.