Estudo do primeiro semestre de 2026, realizado em parceria entre Secovi Goiás e o 62Imóveis, reúne dados de apartamentos, casas e lotes e mostra preços, valorização, oferta e liquidez nos bairros da capital
O mercado imobiliário de Goiânia encerrou o primeiro semestre de 2026 com comportamentos distintos entre apartamentos, casas e lotes. É o que mostra a nova edição do Guia Imobiliário, realizado em parceria entre o Secovi Goiás e o 62Imóveis. Na comparação geral, o Guia Imobiliário da capital evidencia um mercado segmentado. Os apartamentos reúnem maior volume de ofertas, maior cobertura de aluguel e menor prazo mediano de venda; casas apresentam valorização positiva, mas com uma base de locação mais restrita; enquanto os lotes demandam maior atenção à liquidez e ao tamanho das amostras.
O levantamento consolida informações de 126 combinações entre bairros e tipologias, sendo 38 referentes a apartamentos, 53 a casas e 35 a lotes. Os indicadores são agregados por bairro e consideram preços de oferta, que podem ser diferentes dos valores efetivamente negociados.
Entre os três segmentos analisados, os apartamentos apresentam o mercado mais amplo e líquido da capital. Foram contabilizadas 19.370 ofertas de venda, com preço mediano de R$ 7.260 por metro quadrado, valorização mediana de 5% na comparação com 2025, e prazo mediano de venda de 4,7 meses. O segmento também possui a maior cobertura de informações sobre locação, presente em 30 dos 38 bairros analisados.
Para o 3º vice-presidente do Secovi Goiás, Benjamin Ragonezi, os indicadores permitem observar o mercado por diferentes perspectivas, da movimentação financeira ao desempenho dos imóveis como investimento. “O Guia traz dados que ajudam tanto as imobiliárias quanto os clientes a fazer escolhas mais assertivas nas tomadas de decisão. Ao apresentar informações sobre valorização e o comportamento do mercado nos diferentes bairros de Goiânia, o levantamento também permite identificar oportunidades para quem deseja investir na capital e compreender melhor o cenário imobiliário”, destaca Benjamin Ragonezi.
A análise por bairros mostra diferenças relevantes dentro desse mercado. O Setor Marista apresentou o maior preço de apartamentos entre os recortes estudados, com R$ 11.188/m², seguido por Park Lozandes, com R$ 10.133/m². Já a maior valorização foi registrada no Setor Leste Vila Nova, com 18,9%, enquanto o Setor Sudoeste avançou 18,4% e o Setor Goiânia 2, 14,4%.
O Setor Bueno, por sua vez, concentrou o maior número de anúncios, com 5.338 ofertas de apartamentos para venda.
No mercado de locação de apartamentos, o valor mediano ficou em R$ 34,49 por metro quadrado ao mês, considerando 2.411 ofertas. A liquidez mediana do aluguel foi de 3,9 meses e o yield bruto (taxa que mede o retorno financeiro bruto de um investimento antes de descontar qualquer tipo de despesa ou imposto) mensal mediano chegou a 0,49%. Quando a valorização dos imóveis é somada ao rendimento bruto da locação, o estudo aponta retorno anual combinado mediano de 11,7%, ressaltando, porém, que a valorização considerada corresponde a um único período de comparação.
As casas aparecem em uma posição intermediária. O levantamento identificou 4.026 ofertas de venda em 53 bairros, com preço mediano de R$ 5.410/m², valorização mediana de 3,2% e prazo de venda de 6,7 meses. Dos bairros analisados, 32 apresentaram valorização e 21 registraram recuo. A cobertura do mercado de aluguel, entretanto, é menor: somente 15 dos 53 bairros possuem dados suficientes para esse indicador.
Entre os destaques das casas, o Jardim Balneário Meia Ponte apresentou a maior variação de preços no período, com alta de 42,5%, seguido pelo Setor Leste Vila Nova, com 32,3%. O estudo recomenda cautela na interpretação de variações elevadas, principalmente quando o número de ofertas é menor. Em volume, o Jardim Atlântico liderou o segmento, com 538 imóveis anunciados para venda, seguido pelo Jardim América, com 429.
O cenário é diferente entre os lotes, única tipologia com variação mediana negativa. Foram avaliadas 1.490 ofertas em 35 bairros, com preço mediano de R$ 1.460/m², retração mediana de 3,7% e liquidez de 6,8 meses. Apenas 13 bairros apresentaram valorização no período, enquanto outros 22 registraram queda nos preços ofertados.
O Moinho dos Ventos teve a maior valorização, de 45,9%, mas com somente dez ofertas, o que leva o estudo a classificar a confiança dessa amostra como baixa. Já o Residencial Aldeia do Vale, com valorização de 16,5%, reuniu 207 ofertas e prazo de venda de 6,8 meses, apresentando uma base estatística mais robusta.
O levantamento ressalta que os dados representam preços anunciados, e não necessariamente valores de fechamento das negociações, além de recomendar que valorização, quantidade de ofertas e velocidade de venda sejam avaliadas de forma conjunta. O estudo também não contempla dados de lançamentos, apenas de imóveis prontos para moradia.
Veja abaixo os bairros TOP 10

Maiores preços por m²

Maiores valorizações

Maior profundidade de venda

Venda mais rápida

Fonte: Guia Imobiliário 2026 1 semestre