Saúde Estadual alerta para prevenção da dengue e chikungunya durante período de estiagem

2 de agosto de 2026 às 16:39

Calor intenso, baixa umidade e chuvas irregulares aceleram o ciclo de desenvolvimento do Aedes aegypti e mantêm o risco de transmissão das doenças em Goiás

O período de estiagem em Goiás exige atenção redobrada da população para a prevenção da dengue, chikungunya e zika. Com a atuação do fenômeno El Niño em 2026, a previsão de temperaturas acima da média, baixa umidade do ar e chuvas irregulares favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta para a necessidade da eliminação dos criadouros como principal medida para evitar o avanço das arboviroses, já que o mosquito continua encontrando condições favoráveis para se reproduzir durante a seca.

“O El Niño traz um cenário de estiagem prolongada e temperaturas mais elevadas, o que acelera o ciclo de vida do mosquito. Se antes ele levava de sete a dez dias para chegar à fase adulta, com o calor esse período pode cair para cinco a sete dias. Por isso, mesmo durante a seca, não podemos relaxar os cuidados”, explica a superintendente de Vigilância Epidemiológica e Imunização da SES, Cristina Laval.

Até julho deste ano, Goiás registrou 147.084 casos notificados de dengue, dos quais 96.174 foram confirmados. O Estado contabiliza ainda 75 óbitos confirmados e 37 em investigação. Em relação à chikungunya, foram registrados 13.243 casos notificados, sendo 11.128 confirmados, além de quatro mortes confirmadas e seis em investigação.

No mesmo período de 2025, Goiás contabilizava 164.536 notificações de dengue, com 101.415 casos confirmados, 122 óbitos confirmados e nove em investigação. Já a chikungunya registrava 3.463 casos notificados e 2.034 confirmações. A comparação demonstra uma redução dos casos de dengue e, ao mesmo tempo, um crescimento expressivo da circulação da chikungunya em 2026. Já os casos de Zika, em 2025, alcançaram 310 casos notificados, dos quais 21 foram confirmados. Em 2026, até o momento, foram registrados 394 casos suspeitos, com 2 confirmações. Não houve registro de óbitos relacionados à doença nesse período.

“Os criadouros continuam existindo dentro das residências. Vasos de plantas, ralos, vasos sanitários em desuso e recipientes que armazenam água permanecem sendo locais ideais para a reprodução do mosquito. Muitas famílias também armazenam água durante a estiagem, e esses reservatórios precisam permanecer sempre vedados”, reforça Cristina Laval.

A vacina contra a dengue está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para adolescentes de 10 a 14 anos, conforme definição do Programa Nacional de Imunizações. No entanto, a vacinação é uma estratégia complementar. A principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de qualquer recipiente que possa acumular água, impedindo a reprodução do mosquito.

Entre as medidas a serem adotadas pela população estão inspeções frequentes em suas residências, mantendo caixas d’água fechadas, eliminando recipientes que acumulam água, limpando calhas e ralos e descartando corretamente pneus, garrafas e outros objetos que possam servir de criadouro para o Aedes aegypti. A manutenção desses cuidados é fundamental para reduzir a circulação do mosquito e evitar novos casos da doença.

Foto: Marco Monteiro

Legenda: Eliminação de recipientes que acumulam água é a principal medida para prevenir a proliferação do Aedes aegypti

Secretaria da Saúde – Governo de Goiás