Microcrédito impulsiona pequenos negócios e fortalece a geração de empregos em Goiás

22 de julho de 2026 às 16:29

Com um dos ecossistemas de crédito mais eficientes do país, o estado amplia o acesso ao financiamento para microempreendedores e ajuda a manter vivas empresas responsáveis por quase sete em cada 10 empregos formais

Os pequenos negócios geram quase sete em cada 10 empregos em Goiás. Essa condição faz desses empreendimentos uma ferramenta de promoção de bem-estar social. Para continuarem a cumprir esse papel, eles obviamente necessitam se manter abertos. No estado, mais de 80% dos Microempreendedores Individuais (MEIs) e microempresários conseguem manter seus negócios abertos após os cinco primeiros anos de atividade. A receita para esse cenário promissor tem nome: microcrédito.

O bom desempenho dos pequenos negócios em Goiás não parece ser fruto do acaso. De acordo com estudo promovido pelo Sebrae Nacional em parceria com o Banco do Nordeste (BNB), o manejo de políticas públicas adequadas de microcrédito reduz pela metade o risco de encerramento das atividades de MEIs e microempresas antes dos cinco anos iniciais. Ao longo dos anos, Goiás conseguiu montar uma institucionalidade eficiente na oferta dessa modalidade de investimento, particularmente no que diz respeito ao capital de giro.

Em torno da Agência GoiásFomento articula-se um verdadeiro ecossistema de programas voltados para essa modalidade de fornecimento de recursos financeiros. Juros baixos, prazos de carência e perfis mais alongados de financiamento, com a possibilidade até mesmo de isenção de incidência de taxas de juros e empréstimos a fundo perdido, compõem algumas das características que fazem de Goiás uma unidade federativa particularmente favorável à continuidade dos pequenos negócios.

Programas estaduais de microcrédito, como o Goiás Empreendedor e Crédito Social, e locais como o Fomenta Goiânia, impulsionam o capital de giro e o investimento produtivo em pequena escala em vários setores (ver boxe).

O economista André Luís Braga destaca a importância desse tipo de programa no comércio e na indústria. “No comércio, o impacto econômico é o acesso para que vendedores comprem insumos e façam investimentos em equipamentos com taxas mais acessíveis, fazendo com que haja mais competitividade do pequeno empresário. Na indústria, um dos principais fomentos é a aquisição de maquinário de pequeno porte. São máquinas de costura industriais, ferramentas elétricas, fornos industriais para produção alimentar, reformas de galpões e adequação sanitária”, enumera.

Braga destaca que o microcrédito é fundamental para o aumento de produtividade nos pequenos negócios e, com isso, a geração de empregos diretos. “Enquanto no comércio o foco é o capital de giro, na microindústria o microcrédito financia o investimento fixo. Um único equipamento financiado pode dobrar a capacidade produtiva de uma oficina de costura ou marcenaria familiar, gerando empregos diretos na comunidade”, observa.

Pequi Bank

O ecossistema goiano de oferta de microcrédito conhece uma nova etapa de avanço com a emergência da economia digital. Entusiasta e incentivador do empreendedorismo de pequena escala, o empresário Felipe Mabel destaca o papel fundamental que o super APP Pequi Bank, recentemente lançado pelo Governo de Goiás, desempenha como a ponta de lança dessa estratégia. “Ele [o Pequi Bank] vai reunir todos os programas de fomento ao microcrédito em Goiás em uma única plataforma, com a possibilidade de criação de contas digitais”, descreve.

Mabel salienta que Goiás pode se tornar um estado pioneiro no processo de implementação de um ecossistema digital de acesso ao microcrédito. “Dinamiza a análise de perfil de quem requisita, desburocratiza e diminui os custos e o tempo do acesso, confere maior eficiência ao capital de giro e ao investimento. Na ponta, favorece a regionalização do desenvolvimento, a geração local de empregos, a fixação das populações em seus locais de convivência. Em resumo: é política social sendo feita pelo incremento da atividade econômica”, descreve.

O empresário ressalta ainda a contribuição que o microcrédito dá aos negócios de maior escala, mesmo por via indireta. “As empresas maiores atuam cada vez mais a partir da terceirização de atividades. Contar com MEIs e microempreendedores mais robustos e resilientes significa, para os contratantes de maior porte, mais segurança na hora de estabelecer a parceria e menores custos. Ganham todos, principalmente o consumidor”, conclui.