Diretoria do Jóquei demanda devolução de acervo documental na Justiça

De acordo com Ação de Exigir Contas ajuizada pelos atuais gestores contra antecessores, instituição encontra-se privada de memória administrativa e condições de levantar sua real situação contábil e financeira

16 de junho de 2026 às 12:01

A atual diretoria do Jóquei Clube de Goiás entrou com uma Ação de Exigir Contas contra seus antecessores na gestão da entidade. Os gestores da instituição requerem na Justiça a devolução de todo o acervo documental de natureza contábil, financeira, fiscal, previdenciária, regulatória e administrativa pertencente à entidade.

De acordo com a atual presidente da instituição, Nívea de Paula, ao assumir a entidade, a atual diretoria constatou a inexistência de procedimento regular de transmissão administrativa de um mandato para outro. Esse fator, aliado à também inexistência de qualquer processo de prestação de contas e de entrega de acervo documental, teria privado os atuais gestores do Jóquei Clube de conhecer a real situação econômica e patrimonial da entidade.

No pedido judicial, formulado na última quarta-feira (3), é solicitada Tutela Provisória de Urgência, no sentido da entrega imediata do acervo, formado por demonstrações contábeis, relatórios financeiros, contratos, documentos comprobatórios de obrigações fiscais, trabalhistas e previdenciárias, bem como de contratos destinados a formalizar modalidades de uso do espaço físico do Hipódromo da Lagoinha.

“Precisamos obter o acesso a notificações recebidas, respostas enviadas, providências tomadas, documentos enviados, medidas corretivas adotadas e obrigações pendentes, inclusive, quanto à exploração econômica, ocorrências de ocupação irregular de espaços do Hipódromo e às condições e conhecimento dos animais alojados nele. São fatos e circunstâncias administrativas que a atual diretoria precisa conhecer para realizar seu trabalho e garantir a continuidade da existência do Jóquei”, relata a presidente.