Diferenças entre gerações e estilos de vida levam empresas a repensar benefícios corporativos

9 de junho de 2026 às 11:37

Pesquisa aponta crescimento da demanda por mais autonomia na escolha dos benefícios e reforça avanço dos modelos flexíveis

As diferenças entre gerações, hábitos de consumo e momentos de vida têm levado empresas a rever uma prática que por décadas foi considerada padrão: oferecer o mesmo pacote de benefícios para todos os colaboradores. Uma pesquisa da Robert Half mostra que cresce o interesse dos profissionais em participar da escolha dos benefícios corporativos, sinalizando uma mudança nas expectativas dos trabalhadores e um desafio cada vez maior para as organizações que buscam atrair e reter talentos.

O levantamento também revela uma distância entre os benefícios mais oferecidos pelas empresas e aqueles considerados mais importantes pelos profissionais. O cenário sugere que nem sempre o investimento realizado pelas organizações se traduz em valor percebido pelos colaboradores, levando gestores a buscar alternativas mais alinhadas às necessidades reais de suas equipes.

Parte dessa transformação está relacionada à convivência de diferentes gerações dentro do ambiente corporativo. Enquanto profissionais mais jovens costumam valorizar autonomia, flexibilidade e liberdade de escolha, trabalhadores em estágios mais avançados da carreira frequentemente priorizam benefícios ligados à saúde, segurança financeira e suporte familiar.

Para o Vice Presidente da Vólus, Antônio Rodrigues de Faria, a mudança reflete uma transformação no perfil dos trabalhadores e na forma como eles se relacionam com as empresas. “Hoje as organizações reúnem profissionais com rotinas, prioridades e comportamentos de consumo muito diferentes. O que gera valor para um colaborador pode não ter a mesma relevância para outro. Por isso, cresce a demanda por soluções que ofereçam mais flexibilidade e permitam uma experiência mais alinhada à realidade de cada pessoa”, explica.

Nesse contexto, os benefícios flexíveis vêm ganhando espaço como uma estratégia para aumentar a satisfação dos colaboradores sem ampliar a complexidade da gestão. Empresas como a Vólus oferecem soluções que permitem aos trabalhadores utilizar os benefícios de acordo com suas necessidades e preferências, enquanto o RH mantém controle, segurança e praticidade na administração dos recursos. Além de ampliar a autonomia dos colaboradores, o modelo contribui para que as empresas aproveitem melhor seus investimentos em benefícios e fortaleçam suas estratégias de retenção.

Segundo Antônio, a personalização deve se consolidar como uma das principais tendências na gestão de pessoas nos próximos anos. “Os consumidores já estão acostumados a personalizar diversos aspectos da vida, desde os serviços financeiros até as plataformas de entretenimento. Essa expectativa também chegou ao ambiente corporativo. Os benefícios flexíveis permitem que as empresas acompanhem essa mudança, atendendo diferentes gerações e estilos de vida de forma mais eficiente e relevante para os colaboradores”, afirma.