Bancada feminina forte pode levar campo progressista a recorde de deputados federais

Alinhando candidaturas de Adriana Accorsi e Aava Santiago, além de outros nomes reconhecidos, partidos de esquerda podem alcançar feito inédito no século 21

12 de maio de 2026 às 08:57

O campo progressista, formado pelas federações PSOL/Rede e Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e pelo PSB tem chance de eleger três deputados federais por Goiás nas eleições deste ano. A estratégia passa pelas pré-candidaturas das presidentes estaduais do PT Goiás, Adriana Accorsi, e do PSB, Aava Santiago, que são vistas como de votos para seus respectivos partidos.
Entre os defensores desse formato, há até os que acreditam na eleição de quatro deputados federais, sendo três pelo PT (Adriana, Delúbio Soares e Rubens Otoni) e Aava Santiago pelo PSB.
Fortalecido nas conversações de bastidores, o PSOL de Cíntia Dias também já tem sua lista de nomes praticamente definida e a dirigente estadual tem atuado para fortalecer a esquerda em Goiás, tendo até se apresentado como pré-candidata a governadora de Goiás pelo partido, independente das articulações que são feitas em Brasília.
O PT e o PSB, por outro lado, dependem dos votos de Adriana e Aava. O PT tem Rubens Otoni disputando à reeleição, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o vereador Professor Edward na corrida. Sozinhos, há uma avaliação de que a federação não atinja muito mais do que os 200 mil votos necessários para fazer uma cadeira na Câmara dos Deputados. Já com Adriana a federação tem potencial para superar os 300 mil votos necessários para realizar o sonho maior.
O PSB está em cenário parecido, visto que Aava é apontada como puxadora e pode superar nas eleições com potencial para levar o partido voltar a eleger deputados federais por Goiás. Ela conta com a ex-vereadora Tatiana Lemos, a cientista política Ludmila Rosa e Lucilene Calunga, todas elas bem avaliadas em seus campos de atuação, além de outros nomes na corrida.