Exigência de identificação de remetentes em delivery avança na Câmara de Goiânia

Projeto é de autoria do vereador Lucas Kitão (Mobiliza) e está pronto para ser votado no plenário da Casa

14 de abril de 2026 às 10:09

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Goiânia deu aval para tornar obrigatória a identificação do remetente em todas as entregas de alimentos e de bebidas por delivery. O projeto é de autoria do vereador Lucas Kitão (Mobiliza) e foi aprovado por unanimidade no colegiado na sessão desta quarta-feira (8).

Conforme proposto, o projeto veda o anonimato, obriga a identificação do remetente e respalda os entregadores de alimentos por delivery, uma vez que será obrigatório tornar visível, de forma impressa ou digital, no momento da entrega do alimento e da bebida ou de qualquer ítem de consumo humano.

Em caso de descumprimento, o projeto de lei propõe a responsabilidade solidária por eventuais danos causados à integridade física, psíquica ou à vida do destinatário. O descumprimento acarretará em multa administrativa em valores que variam entre R$ 5 mil (empresas de pequeno porte) à R$ 50 mil (empresas de grande porte).

A proposta também assegura que o entregador deverá comunicar imediatamente ao destinatário ou à plataforma de entrega a ausência de identificação adequada do remetente, podendo recusar a entrega apenas mediante orientação da empresa responsável pelo serviço, conforme regulamentos internos e a legislação aplicável.

Brechas que se tornam armas

O autor do projeto reconhece que o uso da tecnologia e a popularização dos aplicativos de entrega facilitam a vida da população, mas também abriram uma brecha para prática criminosa que se utilizam do anonimato para causar danos, como os que aconteceram recentemente nos estados da Paraíba e do Rio Grande do Sul.

“A identificação clara do remetente é uma medida simples, mas eficaz, para garantir rastreabilidade, responsabilidade e transparência nas entregas, protegendo tanto o consumidor final quanto os trabalhadores responsáveis pela entrega”, justificou Lucas Kitão.

Após a aprovação na CCJ, o projeto segue em tramitação na Câmara de Goiânia, onde precisa ser analisado em duas discussões e votações.

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