Videodança inspirado na canção “Nocivo” une artista goiana radicada nos Estados Unidos e músico brasileiro

2 de abril de 2026 às 07:27

Produção audiovisual baseada na canção “Nocivo”, de Luiz Porto (Jenê), está em fase de edição, com pré-lançamento em 5 de abril e estreia oficial em 15 de abril

Está em fase final de edição o videodança inspirado na canção Nocivo, gravada pelo músico goiano Luiz Porto, que assina seus trabalhos autorais sob o pseudônimo Jenê. A produção marca a parceria com a bailarina e coreógrafa Emily Naitê, artista goiana que atualmente reside temporariamente nos Estados Unidos, onde participa de cursos e residências formativas. O projeto conecta trajetórias artísticas desenvolvidas entre Brasil e exterior e terá pré-lançamento no dia 5 de abril, com lançamento oficial previsto para 15 de abril.

A música que dá origem ao trabalho audiovisual foi composta em 2016, após o término de um relacionamento marcante vivido pelo autor. Gravada entre 2018 e 2019 em estúdio em Goiânia, a canção teve o lançamento adiado em razão dos impactos da pandemia de Covid-19, período em que o artista precisou interromper atividades autorais e produções independentes. A obra aborda a transformação dos afetos ao longo do tempo e a volatilidade das relações contemporâneas. “A música fala sobre como o amor pode se ressignificar e até se tornar nocivo dentro das relações humanas”, afirma Luiz Porto.

No videodança, essa narrativa é transposta para o corpo e para o espaço natural. As gravações foram realizadas em Pirenópolis (GO), com direção e performance de Naitê, que desenvolve pesquisa artística voltada à criação autoral e à relação entre movimento, natureza e estados emocionais. A proposta estética investiga a vulnerabilidade humana e os processos de ressignificação afetiva, utilizando o ambiente natural como elemento sensível da dramaturgia visual. “Era necessário traduzir, através do corpo, aquilo que a música já dizia. A natureza não aparece apenas como cenário, mas como extensão sensível desse processo”, explica a artista.

A idealização do projeto teve início em 2019, quando Naitê teve contato com a canção pela primeira vez e propôs transformá-la em uma criação audiovisual. “Quando ouvi a música, senti como se ela já habitasse em mim. Foi uma experiência imediata e muito intensa, que despertou a necessidade de transformar essa sensação em movimento”, relembra. O desenvolvimento foi interrompido com a chegada da pandemia e retomado em 2023, quando a artista convidou novamente o músico para concretizar a produção.

Quem é Naitê
Artista da dança, bailarina, coreógrafa, diretora e performer, Naitê possui formação técnica em Dança Contemporânea pelo Itego em Artes Basileu França e atua no cenário artístico profissional desde os 14 anos de idade. É idealizadora do espetáculo Ao Mar ou Nada (2016) e cofundadora da Tropistica Cia de Dança (2020) e da Q.I Cia de Dança (2021). Desde 2020 integra o Bacae Grupo de Dança. Também possui formação em fotografia pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, o que ampliou sua atuação para o campo das artes visuais e da videodança. Ao longo da trajetória, acumula participações em mostras competitivas, seleção internacional em Almada, Portugal, e formação artística em países como Áustria, Suíça, Argentina e Estados Unidos.

Quem é Luiz Porto (Jenê)
Luiz Porto atua como cantor, compositor e intérprete desde 2004. Iniciou os estudos musicais ainda na infância, no Centro Livre de Artes, e é formado em Música Licenciatura pela Universidade Federal de Goiás (2013). Ao longo da carreira participou de festivais como Mostra Sua Cara, SESI MPB e Violeiros, Canta Cerrado e o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), com o projeto Lícito Caos, que mescla música brasileira, rap e hip hop. Entre 2009 e 2014 integrou a banda Carta Bomba como vocalista e violonista. Em carreira solo, lançou o EP independente Hedonê (2017) e o single Eu te amo mas não te quero mais (2021). Em 2025, ao lançar oficialmente Nocivo, consolidou a assinatura artística Jenê para seus trabalhos autorais.

O videodança surge como desdobramento desse percurso artístico, propondo uma leitura sensível sobre as transformações emocionais humanas e a relação entre corpo, memória e natureza. “É um trabalho que nasce da dor, mas também da possibilidade de transformação”, resume o músico.

Serviço
Pré-lançamento: 5 de abril
Lançamento oficial: 15 de abril
Formato: videodança inspirado na canção Nocivo