Intervenções adequadas são essenciais para a criança com TEA, fortalecem sua autonomia e favorecem a interação social
O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, celebrado no próximo dia 2 de abril, amplia o debate sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e reforça sua relevância na sociedade. Para muitas famílias o tema vai além de uma data simbólica e representa uma vivência cotidiana, marcada por desafios, incertezas e pelo desejo de garantir às pessoas com TEA oportunidades de desenvolvimento e inclusão.
O autismo é uma condição do desenvolvimento do cérebro que afeta a comunicação, a forma de se relacionar com os outros e o comportamento, de maneiras diferentes em cada pessoa. Mesmo com essa diversidade, existe um fator fundamental que pode transformar trajetórias, que é a capacidade do cérebro de se adaptar e criar novas conexões, conhecida como neuroplasticidade.
A fonoaudióloga Juliana Menezes, diretora técnica da Affect Centro Clínico e Educacional, clínica especializada no acompanhamento de crianças com TEA, explica que nos primeiros anos de vida o cérebro tem essa capacidade maior de adaptação, aprendizado e reorganização. “É justamente nesse período de até três anos de idade que temos a plasticidade cerebral. Assim, cada estímulo nessa faixa etária, intervenção e experiência, principalmente iniciadas a partir de um diagnóstico adequado, pode ter um impacto concreto e duradouro no desenvolvimento da criança na comunicação, na interação social e na linguagem ”, destaca.
Para Juliana, a estimulação precoce em crianças com TEA é extremamente indicada por ser fundamentada por uma vasta comprovação científica. “Ela é indicada de zero a três anos de idade, mas geralmente a partir de 1 ano e meio os médicos já conseguem identificar os principais atrasos e apontar sinais de risco. Essa estimulação proporcionará uma significativa melhora em todos os aspectos do desenvolvimento global, promovendo a autonomia e a independência da criança”, salienta.
Segundo Juliana, é comum que os pais se sintam inseguros ao receber o diagnóstico de autismo de seus filhos e enfatiza que o envolvimento da família no tratamento é primordial para garantir que as intervenções também se estendam para o ambiente doméstico. “O engajamento dos pais é fundamental para reforçar os aprendizados, estimular o desenvolvimento e potencializar os resultados durante o tratamento da criança com autismo”, sublinha.
A fisioterapeuta Rafaela Campos, diretora multiprofissional da Affect Centro Clínico e Educacional, destaca que quando os sinais do autismo são identificados precocemente, diferentes intervenções especializadas, incluindo fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, musicoterapia, nutrição, terapia ocupacional, todas baseadas em evidências científicas, passam a atuar como verdadeiras pontes para o desenvolvimento da criança. ““Esse acompanhamento multiprofissional ajuda a criança a se comunicar melhor, a se relacionar com outras crianças e fortalecem a autoconfiança”, pontua.
Rafaela recomenda que os pais observem atentamente sinais precoces de autismo que podem passar despercebidos. “É bom ficar de olho em comportamentos como ausência de contato visual consistente, falta de resposta ao nome, atrasos na fala ou nos gestos comunicativos, movimentos repetitivos ou interesses muito restritos. E em caso de dúvida, procurar orientação profissional especializada. Entender o que de fato está acontecendo é o primeiro passo para garantir um melhor desenvolvimento para as crianças autistas”, completa.
Legendas/Créditos:
Intervenções adequadas são essenciais para a criança com TEA, fortalecem sua autonomia e favorecem a interação social (Affect/Divulgação)
Estimulação precoce proporciona uma significativa melhora em todos os aspectos do desenvolvimento global, promovendo a autonomia e a independência da criança (Affect/Divulgação)
Polyana Soares
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