A cobrança conhecida como taxa do agro está em fase final de extinção em Goiás. A medida, que incidia sobre a venda de produtos como soja, milho, feijão, arroz e gado, foi colocada no centro da agenda da Assembleia Legislativa de Goiás e deve ser encerrada por decisão do Legislativo estadual.
A condução do processo ocorre sob a presidência do deputado Bruno Peixoto (União Brasil), que defende o fim da cobrança como resposta à queda de renda no agronegócio e ao aumento do endividamento de produtores rurais. Segundo a avaliação predominante na Casa, a taxa deixou de cumprir seu papel e passou a pressionar a cadeia produtiva.
A cobrança era descontada diretamente na comercialização da produção e os recursos destinados a um fundo voltado para infraestrutura. Com a extinção, o valor que antes era retido passa a permanecer com o produtor rural, o que, na avaliação de parlamentares, tende a aliviar custos e melhorar a competitividade do setor.
Apesar do avanço legislativo, o tema ainda gera divergências internas. Deputados da oposição, como Eduardo Prado (PL), questionam a legalidade da taxa desde sua criação e defendem que o encerramento da cobrança não elimina a necessidade de discutir os valores arrecadados durante sua vigência.
A expectativa é que o projeto seja votado em definitivo nos próximos dias, encerrando formalmente a taxa do agro em Goiás. Com isso, o Estado se junta a outras unidades da federação que já abandonaram esse tipo de cobrança sobre a produção rural.